Comentários

 

 

“Resultado do talentoso emprego do ritmo do sotaque regional, a linha melódica do texto de ´Deu Com a Pleura!´ seduz o ouvido mesmo do leitor que não esteja familiarizado com o significado das expressões idiomáticas utilizadas.

 

Vale a pena rir e refletir com as excelentes crônicas narradas por um personagem que preserva as raízes, apegado aos jeitos e usos em desuso. Fazendo com que seu humor, escrachado por vezes, não deixe de ter seu tom de saudosismo, comentando o lado B do estilo de vida dito moderno.

 

Tal bobo da corte, o protagonista mais do que fazer rir por nos parecer simplório, denuncia o ridículo daquilo que a burguesia tem como valor. Nos toma pela mão, nos fala ao pé do ouvido, nos faz rir, pensar e emocionar.”

 

GERUSA LEAL - Escritora

 

 

Neste ´Deu Com a Pleura!´ Arruda vai fundo no uso do linguajar nordestino, mostrando com maestria não apenas a faceta de um idioma específico, mas os costumes do “matuto da cidade”. Dando ao livro um viés de retrato contemporâneo desses cidadãos que têm um modo de viver moderno e litorâneo, mas a alma plantada em algum lugar da Zona do Mata, do Agreste ou do Sertão.

 

Usa e abusa dos termos regionais, transformando algumas páginas em um mosaico quase incompreensível para leitores de outras plagas. E se supera ao colocar depois de cada crônica um glossário esmerado, onde palavras e expressões típicas, estranhas ou comuns, ganham significados específicos. Às vezes variados e até antagônicos, dependendo do contexto ou da entonação.

 

Forma no conjunto um verdadeiro Dicionário Popular Nordestino, digno de estudo e de ser guardado em lugar especial. Não da estante, mas dos corações e mentes que compreendem a importância da linguagem regional para a cultura brasileira.”

 

PAULO ROCHA - Editor da Gazeta Nossa

 

 

Em ´Deu Com a Pleura!´ Gustavo mostra, num colóquio matuto, o cotidiano ingenuamente neurótico em que nos metemos. Com o seu bom humor crítico e aguçado, a cada texto nos faz perceber o quanto somos divertidos, incoerentes, malucos e muita coisa mais, sem percebermos.

 

Um livro pra ficarmos longe da séria formalidade diária em nossas vidas.”

 

BETO KAISER - Músico